Acelerando Hortas

Hortas aceleradas

Hortas aceleradas

2º Edição

Locais de Agricultura

A propriedade onde se desenvolve o projeto é resultado da atuação de mulheres com ampla experiência em agricultura e educação ambiental, consolidada por iniciativas como o Centro Garça Branca e a horta comunitária do Conjunto Promorar do São Luiz. Hoje, instalada na Associação Casa dos Meninos, conta com uma horta tradicional de 270 m² e uma horta suspensa de 55 m², ambas estruturadas com materiais reaproveitados. O espaço alia cultivo sustentável e formação comunitária, com foco na educação ambiental e na visitação escolar. Com a aceleração foi possível aprimorar a captação de água da chuva e implementar irrigação automática com sensores de umidade e tempo, unindo saberes agrícolas e tecnologias sustentáveis para garantir a expansão e permanência da horta.

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O Espaço Cultural Jardim Damasceno, localizado na Brasilândia desde 1991, é um centro comunitário fundado por moradores que promovem ações sociais, educativas e culturais voltadas ao fortalecimento da periferia da zona noroeste de São Paulo. Sua estrutura inclui quadras, salão de atividades, cozinha, banheiros, área de armazenamento e uma horta, implantada com apoio de organizações do terceiro setor e governamentais. A horta produz plantas medicinais e PANCs, serve como espaço de educação ambiental e é a principal fonte de insumos do Coletivo Perifa Alimenta, formado por mulheres que empreendem com comida orgânica, fortalecendo a economia local. Os responsáveis pela horta são moradores atuantes da região, envolvidos em projetos socioambientais como o ECOCIDADE, dedicando-se à manutenção da horta, compostagem, gestão de resíduos e ações de sustentabilidade, consolidando o ECJD como um polo de agroecologia e transformação comunitária.

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SÍTIO YONEYAMA

 O sítio da família Yoneyama, localizado na região do Embura/Marsilac, foi adquirido em 1985 por Carlos e Takako Yoneyama, pioneiros no cultivo de hortaliças locais. Desde então, a propriedade mantém tradição agrícola familiar, hoje conduzida por Marcelo Yuzo Yoneyama, sua esposa Fabiana Yoneyama e filhos, que trabalham juntos na produção diversificada de alimentos. Inicialmente voltados à agricultura convencional, a família iniciou a transição para práticas agroecológicas em 2007, com apoio de projetos como o Raízes e o grupo de consumo CSA Martinelli, alcançando a certificação orgânica em 2018. Atualmente, o sítio integra o Polo de Ecoturismo de São Paulo, recebendo visitantes para vivências rurais e educativas sobre sustentabilidade. A propriedade também desenvolve processamento de alimentos e foi contemplada pelo Programa de Pagamento por Serviços Ambientais Mananciais (PSA), reforçando seu compromisso com a conservação ambiental e a valorização da agricultura familiar.

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Recanto Mica

O Recanto Mica é uma propriedade de 2 hectares localizada em Marsilac, no extremo sul de São Paulo, criada por um casal intercultural — uma brasileira e um australiano — que decidiu viver da agricultura sustentável. Inserido no bioma da Mata Atlântica, o espaço adota princípios de permacultura, agrofloresta e Agricultura Natural Coreana (KNF), priorizando o manejo orgânico, o uso de bioinsumos e a preservação ambiental. A produção inclui frutíferas nativas, hortaliças, ervas medicinais e PANCs, cultivadas com técnicas de compostagem e sistemas de infiltração de água da chuva. O casal participa de cursos e parcerias com o SENAR e o Sampa+Rural, promovendo formações e o uso de tecnologias naturais para o solo. O Recanto Mica é, hoje, um espaço de aprendizado, inovação e respeito à natureza, dedicado à disseminação de práticas agroecológicas e à valorização da vida em harmonia com o meio ambiente.

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Monte do Cruzeiro

O Monte do Cruzeiro é uma chácara localizada em São Mateus, onde o proprietário, ex-empreendedor do setor de reciclagem, iniciou uma nova trajetória na agricultura familiar ao lado da família, produzindo hortaliças para consumo e venda do excedente. A necessidade de adubos de qualidade o levou a se especializar em compostagem, vermicompostagem e produção de biofertilizantes, utilizando resíduos orgânicos de mercados locais, esterco de propriedades vizinhas e palhada do próprio terreno. Associado à Associação de Agricultores da Zona Leste e participante do programa Sampa+Rural, aprimorou suas técnicas com apoio técnico e trocas com outros produtores. Hoje, a propriedade se destaca pela produção sustentável de insumos orgânicos, promovendo o reaproveitamento de resíduos, o fortalecimento da agricultura local e práticas que valorizam o cuidado com o solo e o meio ambiente.

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Sítio Pôr do Sol

O Sítio Pôr do Sol, localizado em Marsilac, é fruto do sonho de infância de Vantuil Arcanjo, que desde menino se dedicava ao cultivo de hortas e ao cuidado com animais, e de sua esposa Maria do Socorro, também vinda de uma família agrícola. Juntos, transformaram o amor pela terra em um projeto familiar voltado à produção de hortaliças, frutas e criação de animais, com estrutura que inclui área de lazer e espaço para receber visitantes. A propriedade se destaca pelo manejo artesanal, tendo o carro chefe as frutíferas, e pelo conhecimento prático acumulado por Vantuil, especialmente na produção de mudas por germinação, enxertia e alporquia, técnicas que garantem a qualidade dos cultivos e fortalecem o caráter educativo do espaço. O sítio reflete o compromisso da família com a agricultura sustentável e a preservação da natureza, simbolizando a realização de um sonho e a continuidade de uma tradição rural dedicada ao trabalho e à vida no campo.

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CHÁCARA SANTA ANA

A propriedade, que antes era uma área descampada, transformou-se em um exemplo de agricultura familiar e sustentabilidade. Guiada por valores passados de geração em geração, a família cultiva de forma orgânica mais de 300 pés de cambuci e diversas outras frutíferas nativas da Mata Atlântica. O local, que conta com a colaboração de membros da comunidade, tornou-se um centro de capacitação em parceria com o SENAR, onde mais de 465 pessoas já foram formadas em temas como agricultura, sustentabilidade e artesanato, sem nenhum apoio financeiro. A produção diversa e a horta orgânica com aquaponia, sistema de energia solar e captação de água da chuva, não só sustentam a família e a comunidade, mas também atraem a fauna local, fortalecendo a conexão com a natureza e promovendo uma economia solidária por meio da troca de produtos e saberes.

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Nha-Ma_Etỹ Pohehaw -Toka da Onça Oka

A “Toka da Onça Oka” é um espaço de memória viva e recuperação da Mata Atlântica dentro da Tekoa Itakupe, no território indígena do Jaraguá. Através do projeto “plantando vida”, trabalham na recuperação de áreas degradadas, criando lagos para captação de água da chuva e plantio de árvores nativas. A propriedade também se dedica ao fortalecimento da cultura e alimentação tradicional, plantando diversos alimentos na roça e envolvendo mulheres e crianças em atividades educativas na casa de farinha. Todo o trabalho, que inclui construções com arquitetura tradicional e sistemas sustentáveis de saneamento, reflete o profundo respeito pela mãe terra e natureza, promovendo saúde espiritual, autonomia e esperança para as futuras gerações.

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Horta Urbana Madalena

 A Horta Madalena, como é conhecida, começou suas atividades no bairro de Pirituba como um terreno de linhão de eletricidade cuidado pelo avô e, depois, pelo pai de Gustavo, passou por uma transição agroecológica para se tornar um espaço de produção de alimentos saudáveis e educação ambiental em São Paulo. Rebatizada em 2023, a horta busca ser um modelo para a comunidade, promovendo saúde e bem-estar por meio de práticas como a sintropia e a agrofloresta. Atualmente, a equipe está estruturando uma agenda de vivências agro-pedagógicas, com foco na difusão de técnicas de produção e na aproximação de crianças e jovens com a agricultura. O projeto, que conta com a experiência de anfitriões, educadores e especialistas em agrofloresta, visa o desenvolvimento local, o aumento da produção e a conexão com a comunidade.

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Sítio Feliciano

O Sítio Feliciano, localizado na Ponte Alta/Marsilac, é a realização do projeto de Kleber Feliciano, filho de agricultores com 30 anos de experiência em plantas ornamentais, e sua esposa Samantha Carolina da Silva. Após anos de trabalho no sistema convencional, Kleber decidiu fazer a transição para a agricultura orgânica e agroecológica, impulsionado por sua preocupação com o manejo convencional. Em parceria com sua companheira Samanta, ele arrendou a terra em novembro de 2023, onde já cultivaram mais de 3.000 pés de plantas ornamentais, além de produzirem grama-amendoim, suculentas e mudas em um viveiro próprio. Com a aceleração houve a construção de viveiro e estufa estruturados para suas atividades e recebimento de clientes, aquisição de equipamentos, ferramentas e insumos para estruturar a produção.

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Horta da Missão Ambiental Ipiranga

 A Missão Ambiental, fundada em 1991 por Casé e Nina Oliveira, transformou uma área degradada e ponto de lixo em um espaço sustentável e comunitário em Campos do Jordão, e depois em outras áreas, como o projeto proposto no bairro do Ipiranga em São Paulo. Atualmente, a propriedade atua como um centro de educação socioambiental, promovendo compostagem, horta comunitária, santuário de orquídeas, captação de água da chuva e cultivo de espécies nativas, frutas, plantas medicinais e PANCs. O trabalho é liderado por Casé, um professor, agricultor urbano e ativista socioambiental, e por um arquiteto e urbanista, que juntos compartilham vasta experiência e conhecimento, transformando a propriedade em um modelo de sustentabilidade e conscientização ambiental para a comunidade local.

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Recanto Verde do Povo em Ação

A área verde da Associação Povo em Ação, utilizada há 36 anos para promover moradia e bem-estar, se transformou em 2023 no Recanto Verde, um espaço dedicado a cuidados integrativos. Em parceria com a UNIFESP e o projeto Hortas de Produtos Medicinais, a propriedade implementou uma horta comunitária para educar a população sobre o uso seguro de plantas medicinais. Complementando esse trabalho, o projeto Cuidados Integrativos oferece, com a ajuda de 45 voluntários, formações e atendimentos em terapias como Florais de Bach, massagem e acupuntura, além da produção de fitoterápicos artesanais. O projeto busca, assim, promover a saúde integral da comunidade, conectando o ser humano ao ambiente através do cultivo e da troca de saberes.

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Horta Cantinho do Céu

 A Horta Comunitária Cantinho do Céu é um espaço de plantio e acolhimento de mais de 1.000 m² que atende a Favela da Felicidade. Focada em práticas sustentáveis, a horta cultiva hortaliças e árvores frutíferas, e está desenvolvendo um viveiro de mudas para fortalecer a produção local e de outras hortas e escolas na região. A propriedade, liderada por uma articuladora ambiental experiente, doa alimentos para a comunidade e realiza vendas para garantir a sustentabilidade financeira do projeto. O trabalho busca promover a segurança alimentar, a biodiversidade e o bem-estar comunitário, atuando como um centro de troca de conhecimentos e práticas de cultivo sustentável.

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Rede de Agricultoras Periféricas Paulistanas Agroecológicas

A Rede de Agricultoras Periféricas Paulistanas Agroecológicas (RAPPA) é uma organização que conecta e empodera mulheres agricultoras e coletivos na cidade de São Paulo, promovendo sua autonomia econômica e protagonismo em políticas públicas. Fundada em 2018, a RAPPA se baseia em princípios de agroecologia, economia solidária e feminismo, combatendo a violência contra a mulher. A rede realiza encontros de troca de saberes, oferece capacitações e participa ativamente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário. Além disso, a RAPPA viabiliza a participação das agricultoras em feiras e eventos de comercialização, garantindo a geração de renda e fortalecendo o papel dessas mulheres na agricultura urbana.

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Boa Horta

A Boa Horta, iniciada em janeiro de 2022 em um terreno próprio em Itaquera, combina técnicas ancestrais com a modernidade da hidroponia para cultivar alimentos de forma orgânica e sustentável. O objetivo é produzir uma variedade de hortaliças frescas, livres de pesticidas, para a alimentação da comunidade local, oferecendo um modelo acessível e consciente de agricultura urbana. Com dois anos de experiência na área, a aceleração visou expandir o projeto, melhorar suas estruturas e otimizar o uso da água. Promovendo o fortalecimento e a conexão entre produtores e consumidores, educação ambiental comunitária e viabilizando a saúde e o bem-estar na periferia da cidade

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Aldeia Pindo Mirim - TI Jaragua

A propriedade é uma retomada indígena na TI Jaraguá, que completou dois anos em março de 2025. Nela, foram plantados cerca de 4 hectares de alimentos e 1.300 árvores nativas da Mata Atlântica. O local também abriga um galinheiro com 20 galinhas e 21 caixas de abelhas nativas sem ferrão. A aceleração teve o objetivo de triplicar a produção no próximo ano, visando a geração de renda através da venda local dos produtos agroecológicos produzidos. Além disso, a iniciativa buscou replicar o manejo de lagos de peixes e plantas aquáticas para fins de soberania alimentar da comunidade, reproduzindo uma prática ancestral e já realizada em outras aldeias, com a ajuda de moradores e do coletivo “Existe água em SP”.

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Sítio Guarapiranga

O Sítio Guarapiranga possui uma longa história na agricultura, iniciada em 1973 com o avô de Rafael, um imigrante japonês. Atualmente, a propriedade é gerida por Rafael e seu pai, Mario, que se dedicam ao cultivo de hortaliças como alface, coentro e brócolis ninja, além de frutas como jaca e abacate. A maior parte da produção é vendida para comerciantes locais. Há cerca de dez anos, o sítio passou a produzir suas próprias mudas para garantir a qualidade, aprimorando as técnicas e eliminando a necessidade de defensivos químicos, o que demonstra um compromisso com práticas agrícolas mais sustentáveis.

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Turismo de Vivência Rural - Vida que prospera

 A Comuna da Terra Irmã Alberta é um espaço de resistência e agricultura familiar liderado por duas mulheres, Maria Alves e Joselene. Ambas são guardiãs de sementes crioulas, preservando a agroecologia e a soberania alimentar, e recebem grupos de visitantes para compartilhar suas experiências e a história de resiliência da comunidade. A Comuna busca resistir ao crescimento urbano desordenado que avança sobre o bairro de Perus, em São Paulo, marcado pela substituição da vegetação por galpões logísticos. Suas prioridades envolvem a preservação ambiental, a defesa do uso social da terra e a construção de um território sustentável e comunitário. Em contraponto à degradação causada pela urbanização, o acampamento propõe um modelo de ocupação com justiça socioambiental, que valorize o cuidado com o relevo, os cursos de água e o solo da região.

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VIVEIRO ECOCULTURAL ROCOKAZA

O Viveiro EcoCultural Rocokaza, em Parelheiros, é a sede da Família Rocokóz, um coletivo artístico que se dedica à arte-educação ambiental desde 2010. O grupo, que já foi contemplado pelo FEMA, usa o circo e o teatro para sensibilizar a comunidade sobre a proteção do meio ambiente. A propriedade funciona como um pólo educativo, onde são desenvolvidas oficinas de sustentabilidade e visitas guiadas, além de estarem implementando a Trilha da Jussara, que terá estações de educação ambiental, como a Floresta de Comida. Com o conhecimento de seus integrantes, como Laura Biaggioli, estudante de Geografia com experiência em educação ambiental, e Bruno Pereira, biólogo especializado em permacultura e bioconstrução, o espaço busca se firmar como um modelo de conexão entre arte, cultura e sustentabilidade.

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Sementes que Alimentam

O Projeto Sementes que Alimentam atua há mais de três anos promovendo impacto social e ambiental em comunidades vulneráveis, estimulando a alimentação saudável e livre de agrotóxicos, o enfrentamento do racismo ambiental e a autonomia alimentar e cidadã. Em uma área de cerca de 85 metros de cultivo, com cozinha comunitária e sala de atividades, são realizadas oficinas, palestras e mutirões com a participação da comunidade, escolas e organizações sociais. O projeto envolve cerca de 60 pessoas, incluindo egressos do sistema prisional que prestam serviços comunitários e são capacitados no cultivo das hortas. Mantém parcerias locais e se sustenta por meio de doações, oferecendo todas as atividades gratuitamente, consolidando-se como um espaço de inclusão, educação e sustentabilidade.

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Hortas Escolares

EMEF DES. AMORIM LIMA

A EMEF Des. Amorim Lima, localizada na Zona Oeste de São Paulo – DRE BT – Butantã, atende 754 alunos do Ensino Fundamental. Com uma comunidade escolar diversificada e ativa, a escola adota um Projeto Político Pedagógico inovador focado em formar cidadãos críticos e autônomos. O projeto incentiva a participação de estudantes e da comunidade, baseando-se na pesquisa e na autonomia. Recentemente, a escola destacou-se pelo projeto da horta escolar, que cultiva hortaliças, vegetais, temperos e chás, incluindo plantas tradicionais e PANCs. O objetivo é conectar os alunos com a alimentação e a cultura locais, incentivando o plantio doméstico. A inovação central é a cozinha experimental, um espaço seguro na horta onde os alunos aprendem a preparar alimentos e aprimoram habilidades culinárias, conectando a teoria com a prática e despertando o interesse de todas as idades.

EMEI ANGENOR DE OLIVEIRA - CARTOLA

A EMEI Angenor de Oliveira Cartola, localizada no Capão Redondo – DRE Campo Limpo, atende 320 crianças de 4 a 6 anos. A região, que inclui o Jardim Ângela, é uma das mais populosas de São Paulo e enfrenta desafios significativos de desigualdade, como aponta o Mapa da Desigualdade da 1ª Infância 2020. A escola busca mitigar essa realidade. O projeto da escola visa valorizar e difundir o conhecimento sobre a natureza, reconhecendo as práticas de cultivo da comunidade migrante local. Além disso, a iniciativa pretende reflorestar uma área próxima e aproximar as crianças do bairro e da natureza, incentivando o respeito às culturas negras e indígenas e fortalecendo o senso de cuidado com o meio ambiente.

EMEF CONSTELACAO DO INDIO

A EMEF Constelação do Índio está localizada no distrito do Grajaú – DRE Capela do Socorro, uma das áreas mais populosas de São Paulo, marcada por alta desigualdade social e problemas ambientais, como o desmatamento e a poluição de rios. A escola atende cerca de 740 alunos do 1º ao 9º ano. O projeto desenvolvido na escola busca resgatar a cidadania dos estudantes, com o objetivo de valorizar a educação pública, incentivar a leitura e a pesquisa, e promover a conscientização ambiental. A iniciativa visa estimular o combate ao aquecimento global e as mudanças climáticas, fortalecendo a rede de apoio na comunidade e gerando uma mudança de atitude em relação aos problemas socioambientais do bairro.

EMEF JOSE HERMINIO RODRIGUES, CEL. PM

A EMEF Cel. PM José Hermínio Rodrigues, localizada no bairro de Elisa Maria – DRE Freguesia/Brasilândia, atende cerca de 1.000 estudantes de 6 a 15 anos em uma área de grande vulnerabilidade social. A escola está implementando um projeto inovador e utiliza uma horta escolar como ferramenta para o aprendizado científico, onde os alunos são protagonistas. Eles usam tecnologias como o Microbit para coletar dados do solo, como umidade e temperatura, e geram relatórios para otimizar o cultivo. A aceleração contribui para estruturação da horta com a compra de utensílios para cozinha experimental, construção de viveiro de mudas, implantação de meliponário e instalação de composteiras itinerantes.

EMEF MARIA APARECIDA MAGNANELLI FERNANDES, PROFA

A EMEF Maria Aparecida Magnanelli Fernandes, localizada na Cidade Tiradentes – DRE Guaianases, foi inaugurada em 2010 para suprir a carência de infraestrutura na região. A escola atende 749 estudantes de 6 a 14 anos. O projeto pedagógico da escola foca na sustentabilidade, autonomia e bem-estar, utilizando uma abordagem integrada. O trabalho inclui o manejo de hortas, produção de mudas e fertilizantes orgânicos, e a realização de preparações culinárias que aproveitam os vegetais integralmente, reduzindo o desperdício. O projeto busca capacitar os estudantes para que atuem em hortas comunitárias, disseminando princípios de plantio e alimentação saudáveis. A horta também é usada para conectar teoria e prática em diversas disciplinas, tornando o aprendizado mais dinâmico e interessante, com foco no protagonismo dos alunos.

CIEJA CLÓVIS CAITANO MIQUELAZZO

O CIEJA Clóvis Caitano Miquelazzo, localizado próximo ao Parque Estadual Fontes do Ipiranga – DRE Ipiranga, atende 300 estudantes jovens e adultos, em sua maioria mulheres negras e mães, além de jovens em situação de vulnerabilidade. A escola está inserida em uma área com alta densidade populacional, mas é próxima de uma área preservada. O projeto pedagógico da escola visa articular a horta com outras tecnologias sustentáveis, como sistemas de captação de água da chuva e vermicompostagem. A escola busca se tornar um centro de intercâmbio de saberes, unindo conhecimento científico e tradicional para promover a educação ambiental, alimentar e o empreendedorismo. A produção de alimentos na horta, inclui plantas nativas e PANCs, e a produção de fertilizantes e minhocas, são usadas em oficinas e distribuídas na comunidade.

CEI DIR VER. GABRIEL NOGUEIRA DE QUADROS

O CEI Vereador Gabriel Nogueira de Quadros, fundado em 1989 no Jardim Record – DRE Itaquera, atende 105 bebês e crianças de 0 a 4 anos em período integral. A comunidade escolar, embora resida em uma região com IDH considerado elevado, enfrenta desafios sociais, com muitas famílias em situação de vulnerabilidade e inscritas em programas de transferência de renda. O projeto inovador da horta escolar adota uma metodologia ativa e experiencial, focando na educação para sustentabilidade. A iniciativa integra práticas culturais e sociais, incentivando a participação da comunidade e o desenvolvimento integral dos alunos. As atividades incluem culinária, nutrição e inclusão, com o objetivo de conscientizar as crianças sobre a importância do cuidado com o meio ambiente.

EMEF JOÃO RAMOS – PERNAMBUCO - ABOLICIONISTA

A EMEF João Ramos Pernambuco Abolicionista – DRE Jaçanã/Tremembé, atende 598 alunos de 6 a 15 anos. Embora esteja em uma área de alto padrão, a escola serve principalmente à comunidade vulnerável da Vila Albertina. Com 55 anos de história, é uma referência na educação local, com diversas gerações frequentando a mesma instituição. A escola possui uma infraestrutura completa e espaços pedagógicos variados, incluindo uma horta e um bosque. O projeto pedagógico visa ser um modelo de sustentabilidade na rede pública, utilizando a permacultura para integrar elementos locais. Um dos destaques é o sistema de manejo de águas pluviais, que inclui cisterna, lago e irrigação. Além de produzir alimentos saudáveis, o projeto hidrata a paisagem, aumenta a biodiversidade e serve como base para a criação de material didático para os professores.

EMEF ANTONIO CARLOS DE ANDRADA E SILVA

A EMEF Antonio Carlos de Andrada e Silva, localizada em São Miguel Paulista – DRE São Miguel, atende 857 alunos de 6 a 14 anos. A escola se destaca por sua infraestrutura moderna e inclusiva, com acessibilidade para estudantes com deficiência e ampla área verde. O projeto de aquaponia é pioneiro na rede municipal de São Paulo, integrando a criação de peixes e o cultivo agroecológico de plantas em um sistema cíclico e sustentável, alinhado à permacultura. A metodologia interdisciplinar do projeto envolve ciências e matemática de forma prática, além de fortalecer a conexão com a comunidade. Ao abordar temas como insegurança alimentar e mudanças climáticas, o projeto prepara os alunos para desafios globais e promove um aprendizado envolvente.

EMEF ESPAÇO DE BITITA

A EMEF Espaço de Bitita, localizada no bairro do Canindé – DRE Penha, atende 750 estudantes do Ensino Fundamental e da EJA, sendo que 25% são imigrantes ou filhos de imigrantes. A escola busca combater o isolamento social dos alunos, que passam longos períodos em ambientes fechados. O projeto inovador utiliza linguagens artísticas e culturas tradicionais para criar uma nova relação com a natureza, baseada na regeneração, não no consumismo. Através das culturas alimentares, o projeto visa combater a xenofobia e o racismo. A diversidade de vivências dos alunos é vista como um ponto forte para inspirar ações que promovam a união e o respeito.

11_EMEF PROFA PHILO GONCALVES DOS SANTOS

A escola Philó é um projeto de grande alcance, envolvendo 790 estudantes e 70 funcionários de uma escola na periferia de São Paulo, no bairro Perus/Vila Caíuba – DRE Pirituba/ Jaraguá. A iniciativa surgiu durante a pandemia para transformar uma área degradada em um espaço de aprendizagem. Construído em parceria com a FAU/USP e a comunidade, o projeto prevê a criação de jardins sensoriais, pomar e uma horta pedagógica agroecológica em 24 mil m². O projeto integra a educação ambiental ao currículo da escola de forma prática, com o objetivo de tornar a instituição uma referência em sustentabilidade. O engajamento dos alunos e o processo democrático de votação para inclusão do projeto no orçamento público demonstram o seu caráter participativo e inovador. O projeto já recebeu prêmios e proporciona um espaço vital de educação, cultura e lazer para a comunidade.

EMEF CACILDA BECKER

A EMEF Cacilda Becker, localizada no bairro do Jabaquara – DRE Santo Amaro, atende 857 alunos do Fundamental I, II e EJA, com uma comunidade escolar social e culturalmente diversa. A região, com pouca arborização e alta poluição, é dominada por estabelecimentos de fast-food. O projeto da escola é inovador ao contrapor o estilo de vida urbano acelerado, oferecendo um espaço para contato e reflexão sobre a alimentação e o meio ambiente. A iniciativa não romantiza a natureza nem rejeita a tecnologia, usando-a de forma crítica. O projeto utiliza a arte como meio de conectar os alunos e trabalha na recuperação da Mata Atlântica com o plantio de palmeiras-juçara. Um dos pontos mais ambiciosos é o “Projeto Ilha Verde”, que visa criar uma área verde no caminho para o metrô. A escola também inovou com um “canteiro suspenso” para facilitar a participação de pessoas com deficiência.

CIEJA ROLANDO BOLDRIN

O CIEJA Rolando Boldrin, localizado na Zona Leste de São Paulo – DRE São Mateus, atende 540 estudantes de diversas idades, majoritariamente vindos do Nordeste do Brasil. O projeto pedagógico da escola utiliza a horta como uma ferramenta inovadora para promover o desenvolvimento de habilidades cognitivas e a autonomia dos alunos, especialmente os da Educação Especial. A horta oferece um espaço que une o passado rural de muitos estudantes com a novidade do cultivo urbano. As atividades sensoriais na horta, como o manuseio da terra e das sementes, possuem um caráter terapêutico, contribuindo para o bem-estar e a sustentabilidade. O projeto permite que os estudantes vivenciem todo o processo do alimento, desde o plantio até a preparação, incentivando o consumo e a produção responsáveis.

1º Edição

4. MDFBelem 2

 Atuação na problemática da destinação inadequada dos resíduos orgânicos. O projeto propõe a coleta de porta em porta de resíduos semanalmente no complexo de favelas Vergueirinho / Divineia, totalizando uma média de 9 kg de lixo orgânico por família. De forma integrada, os resíduos orgânicos coletados são levados para alimentar a composteira termofílica da horta e assim gerar adubo para plantio. Com o recurso do edital, pretende-se investir em novos equipamentos para a horta, para facilitar os processos de entrega dos resíduos na horta urbana e alimentação da composteira. Além disso, promover geração de renda para três moradores da região de São Mateus, que auxiliarão na coleta de porta em porta, alimentação da composteira e logística geral do projeto.

8_GAU

 A proposta do projeto é aprimorar as atividades dos EPAs através do processo de irrigação. Isso será feito através de uma consulta à equipe técnica profissional que montará, de forma conjunta com as Mulheres do GAU, o sistema de irrigação por aspersão na área de plantio dos EPA 1. Além disso, será feita a melhoria estrutural do EPA 2, que precisa fazer a rede de água e esgoto no terreno para que a SABESP faça a ligação externa. Por fim, parte do recurso será para oficinas educativas que as Mulheres do GAU irão promover para o público local. Este público de colaboradores e parceiros que frequentam o espaço já existe e a intenção com o projeto é oferecer uma formação mais estruturada e integração deste público com o projeto.

13_AMATER

 Este projeto propõe ampliar e qualificar a produção já existente na Horta Fazendinha, reduzindo as perdas em decorrência de fatores climáticos adversos. O recurso será utilizado para a instalação de um tanque com capacidade de armazenamento de 100 mil litros de água e à instalação de um sistema de irrigação que deverá proporcionar uma autonomia de até 4 meses de produção, durante o período mais seco do ano. Outra parte do recurso será investida para melhorar o ambiente da área de cultivo de hortaliças com a instalação de sombrite para a proteção da produção durante o período de chuva intensa e de alta insolação. E ainda será investida parte do recurso para instalar uma célula experimental do sistema de produção denominado de aquaponia, com a instalação de duas bancadas de 12 metros de comprimento e 1,20 de largura (cada uma) com cobertura de sombrite para produção de hortaliças e a introdução de peixes no tanque de armazenamento de água para engorda e comercialização.

14. Leste 1

O objetivo do projeto é construir um viveiro comunitário e baratear os custos de empreitada vinculados às exigências legais de reflorestamento. Além disso, o projeto também propõe construir novos espaços de convivência, melhorar a qualidade de vida e saúde dos moradores, e facilitar um projeto de economia solidária para gerar renda local e apoiar outros mutirões visando combater as desigualdades sociais urbanas.

5_Prato Verde foto

Promoção de atividades ambientais e estímulo da consciência ambiental, o projeto trata-se de uma atividade pedagógica que visa promover aos participantes maior contato com o meio ambiente e estimular a Agroecologia a partir dos objetivos de desenvolvimento sustentável do próprio território. A proposta contempla fornecer um conhecimento teórico e prático acerca dos temas: Educação Alimentar, Sustentabilidade e Meio Ambiente. Os participantes participarão de atividades práticas de conexão com a natureza.

15_Makambira

O projeto visa ampliar o número de hortas na Aldeia Tekoá Pyau, com produção adequada e agroecológica, para abastecimento interno, bem como, incluir  também a perspectiva do comércio dos produtos utilizando de tecnologias para o estímulo a geração de renda, tendo em vista o complemento de outros projetos que visam a criação de um site para divulgação da cultura e uma loja virtual para artesanato e produtos alimentícios.

6. Caju 2

O projeto visa criar uma cadeia de economia circular realizando a compostagem usando o método Bokashi e disponibilizar para hortas parceiras e população do entorno um insumo fundamental a preço justo e acessível e melhorias na horta do projeto Canteiro Educativo. Liderar a criação de uma cooperativa de compra de insumos com 12 hortas da região.

20_ Novos Rumos

 O projeto visa a criação de um sistema de irrigação e implementação de um horto estruturado em criação de alimentos, medicina e pomar na tekoa. Também pretende-se retirar os eucaliptos que prejudicam as vias hídricas e criar meliponicultura de acordo com os aprendizados Guarani Mbya.

1. Bauhinia (créditos a André Bueno)

O Projeto consiste na construção de uma câmara fria compartilhada entre o Sítio São Judas Tadeu (sede do projeto), o Sítio do Zé Mineiro (localizado no Cipó) e o Sítio do Eduardo (localizado no Marsilac). Através da implementação dessa tecnologia, visa-se diminuir o desperdício de alimentos e aumentar a média de colheita por ano no Sítio São Judas Tadeu e seus parceiros, além de diminuir o fluxo de agricultores que se submetem a subempregos nas épocas mais improdutivas, a procura de um retorno financeiro imediato, o que diminui o bem-estar destes. O projeto ainda é pautado pelo objetivo de mitigar os impactos negativos vindos das mudanças climáticas e minimizar perdas econômicas no campo.

2_Curucutu

O projeto visa instruir, em oficinas ministradas no Sítio Curucutu, o correto manejo de bananeiras, as técnicas para extração e secagem das fibras e, por fim, a confecção de objetos com essa matéria-prima. Com isso, pretende-se incorporar a atividade do artesanato pelos moradores da região, com destaque para as mulheres da comunidade e indígenas, possibilitando a geração de renda com um sub-produto do cultivo da banana, um material natural, biodegradável e sustentável.

9. Bloco do Beco

O projeto visa contribuir com o problema da distribuição de alimentos através da ampliação das hortas e aumento da capacidade de produção de alimentos livre de agrotóxicos, construção de 5 composteiras e promover feiras com os moradores locais para doação e venda de produtos visando a geração de renda extra. Além disso, promover educação ambiental, segurança alimentar e qualidade de vida em parcerias com os demais equipamentos sociais da região.

11. ACPT

A proposta engloba ampliar a horta urbana coletiva do EPA, voltada a produção de alimento orgânico, que possa promover a soberania alimentar do espaço e da cozinha comunitária localizada próxima ao EPA, com a distribuição dos alimentos produzidos. Dessa forma, também pretende-se combater o desperdício de alimentos através da implementação de composteiras em leira – as quais podem comportar uma maior quantidade de resíduos, quando comparadas com composteiras de minhoca. Ainda serão realizadas rodas de conversa para conscientização quanto às questões levantadas acima e para integrar os moradores do EPA e próximos da cozinha comunitária, que terão espaço para discutir e compartilhar ideias, conhecimentos e inquietações.

12_São Luiz

O Projeto possui a intenção de fabricar um “pão de queijo” de forma congelada, enriquecido com Ora pro Nobis, totalmente vegano, fabricado com ingredientes genuinamente afro-ameríndios.como o polvilho, cará, inhame e mandioquinha, que serão produzidos pela agricultura familiar, gerando uma cadeia de valores educativa e inclusiva. Outro ponto é o projeto apoiar a primeira horta urbana da região com Certificado de Transição Agroecológica que já produz a Ora Pro Nobis e a Cozinha Comunitária no mesmo espaço.

16_Vila Campestre

A proposta compreende a implantação de um espaço de convivência, sistema de irrigação e captação de água da chuva.  No espaço de convivência serão ofertadas atividades socioeducativas mensais sobre educação em saúde e nutricional, proporcionando maior sociabilização entre a população, troca de saberes populares e técnicos com foco na promoção de saúde para hipertensos, diabéticos e pessoas em processo depressivo. O sistema de irrigação trará uma maior eficiência na produção das hortaliças, ervas medicinais, frutas e legumes, principalmente em época de estiagem, de modo que o sistema contará com captação de água da chuva. A captação de água da chuva será instalada para auxiliar na redução dos custos da ONG.

17. SOS Marsilac 2

 O projeto propõe trazer inovação para a prática agrícola existente. Capacitando pessoas em estado de vulnerabilidade e deficiência para a ressocialização, apresentando o leque de opções que a agricultura traz consigo.

18. CEJAM

 A proposta visa o aumento da capacidade produtiva do espaço, bem como, ainda mais, estruturá-la como um local de fomento à educação ambiental para as comunidades do entorno, por meio da execução de oficinas e atividades práticas relacionadas ao manejo de hortas.

19. CEPROCIG

O objetivo do projeto é implementar tecnologias que vão tornar a horta já existente mais produtiva, auto suficiente e sustentável de forma que seja possível comercializar as hortaliças para promover geração de renda para as famílias que cuidam da horta, além de estimular a discussão com a comunidade a respeito de educação ambiental, práticas agroecológicas e organização coletiva. Isso será feito através da construção de um ponto de coleta de resíduos orgânicos dos beneficiários da Horta e dos moradores do entorno,para produção de composto orgânico para ser utilizado na horta;  a construção de um sistema coberto de compostagem termofílica, para transformar o resíduo orgânico coletado em adubo; e construção de um sistema de captação de água da chuva para ser utilizado na irrigação da horta.

Mapa - Sampa+Rural: Acelerando Hortas

Visualização espacial dos locais acelerados pelo Programa Sampa+Rural: Acelerando Hortas.